sábado, 21 de novembro de 2009

Cansada, relaxada, buscando fôlego


Neozine. Levopromazina. Em doses baixas é excelente para colocar a gente na cama dormindo. Um comprimidozinho de 25 mg e ZZZZZZZZZZZZZZZZZ. Bom, vocês estão vendo o quão dormindo eu estou. Só não fico doidona. Não dá para falar pois a fala arrasta mesmo, mas de resto... olha, na boa. Sinto-me uma espécie de rinoceronte esperando o tipo certo de tranquilizante que me coloque para nanar mas que me permita funcionar perfeitamente no dia seguinte.

Eu vou é voltar para o meu zolpidem... meu amado, idolatrado, salve! salve! hetartarato de zolpidem!!!!!

Novidades! Hoje comprei um bikíni. Sim, com essa grafia, a do arquipélago mesmo, pois é um evento explosivo, já que eu praticamente estico este corpitcho ao sol.Sou do tempo em que as pessoas não usavam filtro solar, e sim se melecavam de Rayito (sic), ou uns brozeadores que eram vendidos em bisnaguinhas como essas de hoje usadas para doce de leite ou mel. Câncer de pele em doses homeopáticas, sacaram?

Ficou maneiro. Nada de cú de fora, o busto ficou composto mas até que voluptuoso. Não é aquele da Salinas, lindão, que provavelmente ficaria uma bosta em mim, mas esse da banco de Areia ficou maneiríssimo. Aliás, nós brasileiros-cariocas sabemos nos despir muito bem. Tem sunga que faz o cara mais mignon, parecer ter uma tromba, entendem?

Sou uma senhora de quase 40 anos. Tenho de pegar uma corzinha. Coisa saudável.

Fazer compras com minha irmã Bruna é legal por uma coisa: ela consegue entender quando eu pego uma peça cheia de brilhos e babo, se pego uma blusa de estampa de oncinhas e me apaixono. Aliás, minha agenda deste ano é de oncinha.
Minha irmã Helena entende um pouco meu lado que adora uma viadagem musical, isso mesmo, tocar discoteca e ficar batendo quadril, cafonérrima e caindo de trêbada, e ainda arrumar um gay querendo me comer e eu dizer alguma baixaria atrós tentando ser delicada (só dou prá homem que não dá, mora, docinhôôô?). Helena sempre tentou copiar meu lado mais chique, de terninhos, detalhes elaborados, mas fundamentais.

Só um colega de trabalho é que sacou o meu jeitão rapidinho: vou da Visconde de Pirajá ao baile de comunidade num dia só e com o mesmo entusiasmo! E é verdade, não tem pose nisso. Marquinhos é um gênio, ele só não sabia que isso pode ser também como a minha personalidade se formou se adaptando à minha bipolaridade.

Agora estou esperando a levopro agir e até agora... estou ouvindo YMCA no estéreo... tentando não deixar a mente fugir... um comentário que publiquei hoje me fez pensar de novo num amor do qual que nunca me esqueci. Nunca o namorei. Não se ama um deus a ponto de se namorá-lo, a gente apenas admira, deseja, mas...nada além disso. E quantos mais e melhores forem os sinais externos de perfeição, mais forte é o sentimento que cresce na gente. E maior o respeito e maior essa estranha forma de amor. Se é possível haver alguém assim, por que eu não tenho alguém assim? Maktub? Maktub de cú é rôla!!!!!!!

A questão é que estou um bocado cansada. Fatigada do tanto que eu já vivi de dificuldades práticas nessa vida, e queria um pouco de simplicidade.

Só relaxar, não ligar para porra nenhuma senão dormir. Dormir e me deixar decompor. Mas eu tenho um sonho que um dia realizarei, de ter uma casa aqui mesmo no rio, na cidade, e nela ter muitos Ipês Amarelos. Vejam como são árvores bonitas:




Como vocês podem ver são árvores belíssimas, que perdem as folhas e ganham flores de ouro, e se diz que casais apaixonados que passem embaixo delas durante a florada e sejam premiados com a queda de flores sobre suas cabeças, se amarão para sempre e serão felizes. Quero uma casa com quintal, com uns cinco Ipês pelo menos pois quero ser cremada e colocada aos pés de um deles que deverá ser "vestido" e cuidado para a casa, uma casa com espaço para meus livros, meu cachorro, meu filho trazer seus amigos. Tudo muito simples, mas confortável, feito uma roça de nação, só que com os confortos do século XIX. Sonho com churrascos de família e amigos começando de manhã e varando a noite e eu nem ligando para isso, pois o que importa é a casa com vida, pois casa com vida é aquela que convida, entendem?

Então não posso me deixar dormir desleixada, preciso agitar, melhorar, pegar sol, pegar ânimo, trabalhar muito, amar, não me deixar abater. E sempre que eu ver um Ipê Amarelo em completa florada lembrar... o verão vem aí, eu ficarei mais velha, o ouro dessas flores deve ser meu, a alegria das roupas que eu gosto, dos finais de semana cheio de gente alegre e brincalhona também. Tenho de respirar fundo e ir adiante. Mesmo que nesse caminho não haja meu amor ideal, há meus ipês.

domingo, 15 de novembro de 2009

Dia da Consciência Pesada

Eu não concordo que o Dia 20 de Novembro, o dia da Consciência Negra, seja assim denominado. Não concordo com um dia devotado a esse tema, o Dia de Zumbi dos Palmares, ou o Dia do Negão como dizem jocosamente alguns amigos meus. Para mim é só um feriado de natureza claramente discriminatória.

Na minha opinião este feriado é o Dia da Consciênia Pesada, apenas isso, nada além disso.

Eu acho mais importante que seja criado um feriado dedicado à Luta contra a discriminação no país: um dia dedicado à luta contra a discriminação de raça, cor, credo, orientação sexual, opção política, etc. Seria o Dia da Cidadania, o Dia da Igualdade entre os Cidadãos, quando o país, nas semanas que o antecedem, deveria estimular atividades nas escolas, nas universidades, nos sindicatos, nas áreas de serviços públicos para conscientizar a população sobre condutas que promovem maior paz social, tais como tolerância religiosa, acesso universal ao sistema de saúde, segurança pública, grupos normalmente discriminado como obesos, pessoas com necessidades especiais como os portadores de algum tipo de limitação física, etc.

Isso sim, seria muito, mas muito legal, pois significaria que o Estado brasileiro estaria buscando incluir as pessoas sem separá-las por classes, cores, sem discriminar. Todos são cidadãos, alguns com necessidades especiais em função disto ou daquilo, mas todos igualmente dignos.

Ser igual é chegar a um ponto em que a cor da pele é realmente algo irrelevante para se ter acesso a um emprego, a uma vaga na universidade. É com isso que eu sonho, e não é essa política de cotas, de black is alguma coisa que vai mudar. O legal é ser gente, e gente é tudo igual. Mas essa é minha opinião, uma opinião parda, se quiserem colocar uma cor nela.

E a minha consciência não é nem um pouquinho pesada.

Splashes

Esta é uma peça de Brecheret. Uma mulher com uma ânfora de perfumes. É a minha cara, não é? hahahahahahahahaha

Há perfumes dos quais eu sinto falta, mesmo não sendo exatamente grandes clássicos. Eu apenas gosto deles; não eram nem caríssimos, como o Rose Cardim, da Pierre Cardim.

Olhem que lindo! Era e é forte prá caramba, tem gente que não tolera o danado, mas eu adorava de paixão. Na minha memória é uma maravilha, mas será que eu usaria hoje? Gosto de rosas, de grasse, bulgare, gosto dos jasmins em geral, mas esse perfume tinha notas fortes de patchouli também, tinha uma coisa forte em todas as notas que fazia rescender prá caramba e não era macio. Tenho gostado mais dos perfumes macios, que envolvem, então os florais-frutais, florais com toques gourmands, coisas assim, aldeídos...

Usar filtro solar para mim tem sido o terror, pois no rosto eu ainda invisto uma grana num filtro em gel mais caro, e então o "cheiro de praia" é menor, mas e para o corpo? Fica uma merda. Será que eles não poderiam retirar a porcaria do cheiro desses filtros solares? Tentar fazer alguma coisa realmente inodora? Assim poderíamos usar os nossos perfumes em paz?

O melhor para mim é o Anthelios fluide extreme, para pele oleosa e acneica da La Roche-Posey, mas que não é hidratante, e o Ansolar da Stieffel que é hidratante também. O cheiro é nenhum, nota mil. Mas vai usar no corpo? Não tem condições, são ambos caríssimos. E para quem dirige muito, é imprescindível um bom filtro para mãos e braços, senão é aquela coisa ridícula de um braço mais moreno do que o outro... Tem o lance do envelhecimento, do câncer... mas aquele cheirinho de praia... puta merda. Só tem um jeito: meter um perfume forte, assim, quando entrar a fase médida da nota de coração, e ainda faltar um bocado para entrar a nota de fundo, o cheiro do filtro solar já saiu. Bom, isto é, se você não comprou nenhum desses com cheiro muito forte! Senão, nem um absoluto com fixador dá jeito!

No nosso verão as pessoas gostam das versões mais suaves dos perfumes, algumas marcas esportivas tem fragrâncias pensadas para a prática de esportes como a própria Adidas, e cheirinho é bem gostoso, dá prá usar sem ficar catinguento, mas, pô, não são perfumes para usar fora da academia! São para usar, suar e sair mesmo!

Para ir para a academia eu recomendo um splash, tipo os da Victoria´s Secret, e vou contar um segredinho... tem uma casa de essências na SAARA, aqui no Rio que vende esses splashes e são bem bons, e olha que sou bem chatinha. Outra opção de splash para depois do banho são os da Mahogany, mas são bem mais caros que esses da Casa das Essências da Saara e mais baratos que os da VS. Cá entre nós, nenhum deles fixa, e nem são para fixar, são para aumentar a sensação de banho tomado, e para refrescar. Então prefira os florais frescos como freesia, chá branco ou verde, lírio, rosas, lavanda, bergamota, alfazema. FUJA de frutas vermelhas, morango, coisas assim: no caso dos splashes só se deve usar no inverno pois vai aquecer.

Eu gosto de usar como splash a lavanda da Antonio Puig, que, aliás, pode ser misturada com um pouco de água e ser borrifada sobre a roupa de cama. Sai mais barato, já que meio litro custa na cidade em torno 39,00 e rende prá caramba. Lembra uma alfazema de qualidade ma-ra-vi-lho-sa, e você parece que está ainda mais limpa e calma para dormir, se borrifada na cama, parece que o lençol está fresquinho!

Ah, como eu amo perfumes! Brecheret não me conhecia, mas fez aquela escultura para mim, eu tenho certeza!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Histórias e fotos e terapia

Cara eu detesto meu ex-marido. Ô criaturinha medíocre que se acha o último biscoito do pacote!!!! E desde quando eu, Valentina T, vou montar a minha vida e a do meu filho em função da vida privada dele com a esposa dele?!!!! Nem fudendo!!!!!

Se ele ainda fosse um cara legal, até vá lá, u´a mão lava a outra e as duas lavam a bunda, mas com ele é assim: venha a nós tudo, e ao vosso reino nada. Então que ele se foda com as nêgas dele para longe de mim!

Fiquei mal de ter de trocar a terapeuta do meu filho. Ele também. Apesar de em casa a coisa ainda estar braba, ele melhorou muito na escola, é como se uma parte da dinâmica íntima dele tivesse se encaminhado, e a outra (eu e o pai) tivesse aflorado. Esse aflorar é bom, significa que a criança realmente entrou em terapia. Mas o custo estava muito alto, e eu mesma estava sem tratamento, meu psiquiatra me pegou no laço e está fazendo meio que SUS para mim!

Meu ex-marido transforma tudo numa queda de braço, numa picuinha.

A terapeuta do meu filho indicará terapeutas mais próximas, que sejam competentes e tenham condições de ao menos por enquanto fazer clínica social. Para o meu menino será outro processo de estabelecer terapia, e antes eu terei de confiar no profissional, mas acredito que vale a pena. Meu ex-marido dá aulas em faculdade mas nunca conseguiu clinicar, acreditam? Se acha humanamente melhor que os pacientes, intelectual e emocionalmente superior... é um bosta. Bostas abundam neste mundo, o problema é que às vezes a gente não consegue identificá-las.

Mas que seja, sea lo que quiera Diós que sea.

Há tanto o que fazer que não há tempo a perder com ele. E a primeira coisa é juntar o pouco que tenho de otimismo, o pouco de espírito Mutley que eu tenho ("medalha, medalha, medalha!"), e ir em frente. Será a olanza agindo? Confesso que ainda estou na ponta dos cascos! Ainda assim... melhor do que antes.

Amanhã ligo para a atual ex-terapeuta buscando indicações. Nada de empurrar com a barriga. Não sou tão gorda assim para que minha barriga empurre tudo para diante! A propósito, acreditam que o mouse do meu pc do trabalho pifou e não tem nenhum em boas condições na unidade, então tem de fazer um convitezinho, ou uma compra emergencial, e isso pode levar de uma semana à alguns meses. Viva a burocracia pública! Sabem o que eu fiz? Saí e comprei um mouse simples, de R$ 15,00, confortável o bastante para meu uso, coloquei meu nome nele, e pedi que dessem entrada no pedido de compra para outro. Assim que chegar o da instituição, eu deixo esse meu de reserva pessoal.

E ainda falam mal de funcionários públicos!

Eu amo meu trabalho e hei de ganhar melhor para poder comprar um cantinho para mim, assim quando me aposentar eu não serei um peso para meu filho ou quem que seja! E quando eu me for, meu moleque ainda terá algo para ele e meus netos. Tenho muitas idéias sobre educação financeira para meu filho, coisas que eu não aprendi, e que acho que ele deveria aprender logo cedo para poder planejar a vida dele desde bem jovem. Há muitas coisas que eu pude observar neste mundo, em diversos estratos sociais que eu gostaria de partilhar com ele, mas no momento, não e possível.

Acho que as terapias dele e a minha são fundamentais para essa ponte poder ser criada de maneira mais sólida. Eu estou me tratando, mas ele tem traços que merecem acompanhamento e o pai dele se lixa solenemente. Não permitirei, no que me for possível, que ele acorde para certas questões já tarde na vida, que se envolva com pessoas medíocres por não conseguir na prática ter envolvimentos profundos com pessoas ricas intelectual e emocionalmente, enfim, eu quero permitir que meu filho desenvolva todo o seu potencial de vida. Eu ao menos posso tentar fazer isso como mãe que ama, como alguém a quem Oxalá confiou uma criança para cuidar.

Eu estava há pouco arrumando a caixa de fotografias e vi muitas do meus tempos de namoro com o pai dele, da gestação, dos primeiros anos de vida, e Dona M me perguntou a razão de eu não ter me livrado das fotos do namoro e do casamento. Respondi que aquelas fotos não me pertenciam mais, não exatamente; elas pertencem ao meu filho, dizem respeito a história dele. Ele precisa ver que foi desejado, que não foi um acidente, e que se hoje a relação entre os pais dele é da maneira X, um dia foi Y, e que a vida é assim, coisas assim podem acontecer, mas que isso não muda a maneira como cada um de nós, pai e mãe o amamos. A partir daquelas fotos familiares, de anos-novos, natais, festas, viagens, a maioria com ele bebê ainda, ele poderá reconstruir a própria história e eu acho isso algo bonito. Um dia eu pegarei essas fotos e as entregarei a ele, quando ele for adulto e eu ver que ele tem cuidado e responsabilidade para guardá-las com carinho, pois essas fotos contam também a história dos filhos que um dia ele virá a ter (se meu pai Oxaguiã me der a graça de ser avó, a avó mais babona que o mundo conhecerá!).

Fiquei comovida com uma foto da bisavó dele cercada dos netos e bisnetos todos, afinal ela faleceu este ano. É com fotos assim que se contam histórias de uma vida, entendem?

Meu ex-marido é um bosta, e eu sei disso melhor do que qualquer pessoa, mas é o pai do meu filho e será sempre amado por ele. Eu tenho meus defeitos também, dentre eles definitivamente não está ser relapsa e indiferente. Assim, eu vou tocando em frente, como posso, como dá, procurando aprender um pouco aqui, outro pouquinho ali, ora com bravura, ora meio com o rabo entre as pernas, mas sempre em frente. Aprendi assim com meus avós, e essa é a minha lenda familiar, a que eu contarei para o meu filho e que espero que ele abrace. Quem sabe?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Listas e mais listas...


Sou uma criatura de "listas". Listo as coisas que preciso fazer, as decisões que preciso tomar, os assuntos que preciso contemplar, enfim, eu faço um monte de listas. E eu posso segui-las ou não. Para falar a verdade elas acabam sendo um lembrete das coisas que eu não consigo fazer, e não das que eu consigo. O inverso também é verdadeiro. Tudo depende do meu estado de espírito.

Planilhas, orçamentos "na ponta do lápiz"... nossa! Essas coisas são o meu inferno astral! Pois eu subverto tudo e me sinto culpada depois. É uma merda, isso sim!

Para uma advogada, que é um ser que vive com prazos a cumprir, ter esse pequeno probleminha, é ter na verdade um problemão. Para uma pessoa de assuntos regulatórios, isso é um pouco menos complicado, pois ainda que tenhamos prazos, e são puta prazos, quando os chefes (sim, os chefes da gente, nóis é tudu índio por aqui) perguntam "para quando se espera o registro do produto tal?", não é mesmo possível dar uma resposta concreta, pois apesar de existirem prazos de peticionamento, coisas assim, o resto é nebuloso, depende de um monte de fatores que nem cartomantes e o papa podem responder com precisão!

Acho que é por isso que eu gosto tanto de regulação: eu posso ir manipulando as minhas listas sem me sentir culpada.

Ah, mas eu já fiz a minha lista de objetivos para o meu quadragésimo ano de vida! Tudo o que eu quero fazer antes de completar quarenta e um anos. E já estou começando a batalhar por cada um dos ítens! Sim senhores! Eu tenho trinta e nove mas já digo a todo mundo que tenho 40. Acho 39 uma coisa meio chata, é meio véspera, um troço meio nada, meio alguma coisa, mas a coisa mesmo ainda não é.

Fiz uma lista imensa! Fiz um objetivo geral e um monte de específicos. Um pouco como num pequeno projetinho de pesquisa, onde o Objeto soy yo, e os objetivos tem a ver com o que eu desejo para mim neste ano que marca uma fase importante para toda mulher - sou uma pós-balzaqueana de fato e de direito. Não sou uma escrava do casamento, do lar, da família, das convenções de uma sociedade que coloca na função doméstica e familiar da mulher seu maior peso. Percebo que eu me construí de uma forma diferente, bem peculiar e aceito isso numa boa. Amo meu filho, amo meu trabalho, amo minha vida acadêmica, tenho metas a atingir, tenho problemas a solucionar e formas de solucionar esses problemas. Tenho questões internas a enfrentar.

Ser sujeito das minhas orações( e o centro das minhas ações) tende a assustar os homens em geral, assim como os assusta ser uma mulher que diz na cara dura que não quer mais se casar e nem cuidar de outro homem que não seja o próprio filho. Namorar é bom demais, ter uma relação estável é muito gratificante: aturar ronco et coetera et al... Já coloquei dois para escanteio, tô virando "cereal killer" nesse negócio (frosty flakes style, dois conheceram a marca do meu pé na bunda deles, um depois de sete anos e outro depois de dois, e sem ser chifrada! isso de acordo com eles...) e até agora não achei um homem que valesse o custo-benefício de um casamento. Mas que namorar é bom demais, lá isso é!

Talvez eu esteja apenas envelhecendo rabugenta, e na minha lista está "não me permitir ficar ranzinza!", e não sei se conseguirei isso.

Nas minhas listas eu coloco sempre coisas fáceis misturadas com coisas difíceis. Não entendo bem a lógica disso; preciso refletir mais a respeito. Mas vejam só, alguns passos eu já estou adiantando, e meu aniversário de quarenta anos é só no dia dois de fevereiro de 2010! Já dá para ir começando uns dois ou três ítens agora, e um eu já matei!

Me lembrem de fazer o balanço geral em 3 de fevereiro de 2011,tá?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Quem é a identidade secreta de quem?




Sério, este é um dos grandes enigmas da humanidade para mim: quem a identidade secreta de quem? Chico Xavier, Roy Orbinson ou Joey Ramone? É uma questão antiga, no entanto pertinente... afinal os três nunca estiveram no mesmo lugar ao mesmo tempo... hummm.... Preciso tomar meus remedinhos... rápido!

sábado, 7 de novembro de 2009

Faz uma semana que eu voltei para o Zyprexa e sinto que melhorei um pouco. Não é aquela coisa toda, mas melhorei sim. Não estou conseguindo trabalhar como deveria, mas ao menos dar aulas está no nível do factível, e eu resolvi colocar as coisas numa lista de tarefas e ir executando-as. O problema da Olanzapina para mim é que ela me rouba a memória para as coisas recentes, e eu me sinto um pouco perdida, então, se colocam pressão em mim por qualquer motivo é aí mesmo que eu travo e não consigo fazer mais nada. Eu começo a tremer, e a não raciocinar mais. Acontecem coisas estranhas como eu não me lembrar de onde deixei as coisas e ficar muito fula da vida comigo mesma. Fico frustrada, quero sair e comprar outras- quando são coisas materiais que podem ser repostas - mas nem sempre as coisas são tão simples. No final das contas eu apenas dou um tempo e espero que apareçam de novo, pois pode ser apareçam.

Além da olanza, eu dobrei a dose de topiramato, o que piora meu quadro cognitivo. Sim, estou a pagar um preço alto para me estabilizar, sair da mania ou quadro misto, para uma não-agitação a partir da qual eu possa me estabilizar e então subir aos poucos com a minha querida duloxetina. E haja análise!

Tudo isso porque eu não tinha dinheiro para os meus medicamentos, para a minha análise e julgava que as necessidades terapêuticas do meu filho vinham e vem em primeiro lugar. Mas se eu não estiver inteira e bem, eu não terei como ajudá-lo, não é? É como aquelas emergências em avião, quando o adulto responsável deve colocar a máscara de oxigênio em si mesmo primeiro e depois colocar a máscara na criança ou pessoa que está sob seus cuidados.

Estou sem paciência, mas ainda assim tentando ser produtiva na minha tormenta privada e ser construtiva: quitar débitos, regularizar algumas contas, negociar algumas coisas pendentes que podem me gerar custos, enfim, tentar liberar a minha cabeça de assuntos que me geram mais estresse, ou seja, me livrar de gatilhos estressores, os quais, no meu caso, tem um forte componente financeiro.

Falando assim até parece que o problema é o dinheiro por si só... mas não é. Quando eu pedi ajuda à família paterna do meu filho para o tratamento dele, não foi para me sobrar dinheiro, pois eu daria um jeito de arcar com a metade, mas por isto ser algo para além das coisas custeadas pela pensão, que na verdade é óbvio que não custeia todas as necessidades do moleque, eu invisto - e muito - nele! E o que eu encontrei dos meus interlocutores foi desprezo, mentiras, covardia, e arrogância. Liguei duas vezes para conversar sobre o tema, e senti a neurose familiar deles com toda a força. Minha mãe já ajuda em algumas coisas e então não há como ela ajudar. Seria injusto e ela não teria condições. Mas eles? Continuar pedindo passou a ser humilhação. Agora é tentar outras alternativas. Sea lo que quiera Diós que sea!

Mas minha situação com meu filho não anda nada boa. Eu preciso de silêncio e isolamento nesta fase e não estou encontrando nada neste sentido, e pelo contrário, vejo que ele tem sido vítima do próprio pai, da maneira como o pai procura manipular viciosamente contra mim!

Nestas horas eu fico pensando... como eu pude um dia amar aquele homem? Talvez isso me doa mais do que qualquer coisa. Não é ainda amar, mas pensar em como eu um dia consegui amar e tentar ter uma vida em comum.E eu só me ponho a pensar nisso para evitar que essa situação se repita!

Conversei com a terapeuta do meu filho e tentarei outras alternativas: sem tratamento ele não pode ficar. É uma questão de saúde do meu menino, dane-se o que o pai pensa, o que ele e a família dele fazem disso na cabeça deles. Acho mesmo é que ninguém ama mais meu filho do que eu, e sou eu quem convive com ele todos os dias, quem presta atenção das pequenas e nas grandes coisas. E é assim eu estando bem, eu estando em crise, tanto faz.

Meu dente está doendo, não consequi até agora resolver o problema desse maldito molar, e esse é um estressor violento. Minha meia-irmã me levará amanhã na clínica odontológica do primo dela. Hoje não consegui nem trabalhar, está tudo inchado de novo e eu me empanturrando de antiinflamatório. Mais uma coisa para me aborrecer! Meu medo de dentistas e essa legião de carniceiros que me fizeram ter medo de dentistas é que me fizeram estar nesta situação! Levarei meu filho comigo para ele ver como é ruim não tratar dos dentes direito prevenindo o aparecimento de cáries! Sim, é puro terrorismo! Não contra os dentistas (talvez um pouco sim...), mas a favor do trabalho preventivo (escovação, uso do fio dental, do enxagüatório oral adequado, da visita semestral ao dentista, do uso de aparelho ortodôntico se for necessário, de evitar alimentos cariogênicos, etc).

Gente, como está doendo! Gente, como estes três últimos meses tem sido complicados!